Smoking with me, baby.
Estou à beira de um precipício. Posso sentir ligeiramente o vento gelado recostar meu pescoço e esvoaçar meus cabelos. Está frio. Mas arde uma chama dentro de mim, a chama da raiva. Não a sinto por mais ninguém a não ser por mim mesma. Aqui, à beira desse precipício jogo ao vento todo amor contido no meu peito. Sabe aquela metódica estória? Você conhece um cara. Ele é perfeito e está apaixonado por você. Pede-te em namoro. Você aceita. Ficam felizes durante um tempo. Ele começa a mudar. Vocês se veem menos. Ele esfria. Você esfria. Mas ainda o ama. Já ele… Sim, é exatamente por isso que estou aqui à beira desse precipício jogando meu amor ao vento. Jogando pra quem quiser pegar, estou dando amor de graça. As pessoas num querem amor? Então que elas peguem essa imensidão de amor que descarrego aqui de cima e vão ser felizes. Porque eu vou tentar ser feliz de outra forma, sem amor, sem “cara”.